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OP9: Nordeste freia a onda Bolsonaro e leva Haddad para o segundo turno

Redação do OP9

Com 95,57% das urnas apuradas, o Nordeste garantiu o segundo turno para o candidato petista Fernando Haddad na disputa pela Presidência da República com Jair Bolsonaro (PSL). Dos nove estados da região, oito deram maioria para Haddad e o Ceará ficou com o pedetista Ciro Gomes. No restante do país, Bolsonaro foi o mais votado na sua maioria, o que lhe garantiu 46,70% dos votos válidos, com 47.757.864 votos. Haddad, substituto de Lula, vai para o novo embate com o apoio de 28,37% do eleitorado, 29.013.095 votos. Terá o desafio de unir a esquerda contra um fenômeno que destruiu uma polarização quase cristalizada entre PT e PSDB. Às 20h50 deste domingo (7), o Brasil teve a certeza de que voltará às urnas no dia 28.
À frente de um partido nanico, o PSL, com pouca verba partidária e sem marqueteiros de grife, o deputado Jair Bolsonaro, de 63 anos, integrante por quase três décadas do chamado “baixo clero” da Câmara, surge como favorito para se tornar o presidente de um país dividido. Agora fila de políticos de diferentes partidos passaram a bater a sua porta oferecendo apoio.
Suas propostas – muitas delas consideradas preconceituosas em relação a mulheres e gays, por exemplo, e de forte cunho conservador em termos de valores individuais – o tornaram conhecido no país e passou a ser chamado de “mito”, um termo que, a princípio, ele pediu para não ser adotado pelos seguidores nas redes sociais, base de sua campanha. O atentado a faca durante a campanha em Juiz de Fora (MG), há pouco mais de um mês, serviu para cristalizar de vez essa imagem entre esses seguidores.

Assim como na campanha de primeiro turno, a divergência dentro do PT de Haddad está entre adotar um discurso de ataque contra o adversário ou apostar na discussão de propostas e no desgaste gradual de Bolsonaro. Mesmo admitindo surpresa com o avanço de Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto na reta final, aliados mantêm a projeção de segundo turno. “No segundo turno, tem que focar em propostas. O discurso moral e os ataques ficam para os eleitores”, disse um parlamentar petista. “Ele teria que bater mais”, falou outro aliado, em discordância.
Para Haddad, 55 anos, ter vantagem no segundo turno, dizem petistas, Bolsonaro terá de aceitar debater “frente a frente” e deixar transparecer que tem um programa mais esvaziado. Além disso, Haddad espera atrair o eleitorado de Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e parte dos votos de Geraldo Alckmin (PSDB).

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