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Candidatos têm 20 dias para campanha, de olho no segundo turno

Agência Brasil

Mal terminou a apuração dos votos do primeiro turno das eleições, o tempo começa a correr para os candidatos que disputarão o segundo turno no dia 28. São apenas 20 dias de campanha. No entanto, o calendário eleitoral é rígido: é preciso hoje (8) esperar 24  horas do encerramento da votação (17 h de ontem) para reiniciar propaganda e divulgações.




Alguns partidos agendaram para esta semana reuniões da executiva nacional. A Executiva Nacional do PSDB se reúne amanhã (9), em Brasília, o PSTU anuncia na quarta-feira (10) o apoio no segundo turno, além da Rede e do PV, que também têm previsão de encontros até sexta-feira (12).

Marinaldo Rosendo agradece ao povo pernambucano



Agradeço a Deus e a todos os pernambucanos e pernambucanas que acreditam no meu trabalho e me deram a confiança nessa eleição. Sou um cidadão que gosto da política para ajudar as pessoas e tenho a certeza de dias melhores. Fiz muito como deputado federal, destinei emenda parlamentar no valor de R$ 60 milhões ao nosso estado; inclusive desses, mais de 26 milhões são para a Região da Mata Norte de Pernambuco, onde tenho uma atenção enorme. Hoje, estou com minha cabeça erguida, pois sou um político Ficha Limpa, pois não podemos desistir do Brasil.

Além disso, deixo meus agradecimentos aos parceiros e candidatos que fizeram dobradinha comigo, nessa corrida eleitoral. E, também a toda minha equipe que esteve junto: dia e noite, sol e chuva.

Obrigado!

Clóvis Paiva é eleito deputado estadual e agradece ao povo



Agradeço a todos os ribeirãoenses e todos os pernambucanos por confiar que sou um candidato preparado para ser um deputado estadual. Agradeço aos meus parceiros políticos dessa corrida eleitoral. Foram dias cansativos, mas tivemos um bom êxito e agora vamos defender a geração de emprego como sempre venho fazendo, desde prefeito de Ribeirão, na Mata Sul, a exemplo da Usina Estreliana, que estava prestes a fechar e não deixei, com o apoio de muita gente. O meu obrigado a todos e todas.

Clóvis Paiva (PP)
Eleito deputado estadual

Com maior fragmentação na Câmara, grandes partidos perdem espaço

Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil/Agência Brasil

A Câmara dos Deputados começará o ano com o maior número de partidos representados desde a redemocratização do país. Serão 30 siglas com as quais o próximo presidente da República, a ser eleito no segundo turno, terá de negociar. Há quatro anos, foram eleitos deputados federais de 28 partidos diferentes. Em 2010, eram 22 legendas. Além do crescimento de bancadas atualmente com baixa representatividade como é o caso do PSL (um parlamentar), a eleição deste ano apresentou renovação superior às anteriores e diminuiu o número de grandes bancadas, com mais de 50 parlamentares.
Com 12 deputados a menos, o PT terá direito a partir de fevereiro de 2019 a 56 cadeiras. Em 2014, foram 68. Após a última janela partidária, a legenda já havia perdido parlamentares e conta, na legislatura atual, com 61 vagas.
Com crescimento de 550% em comparação com a composição atual, o PSL conseguiu o maior feito dessas eleições: impulsionados pela candidatura do presidenciável Jair Bolsonaro, 52 candidatos do partido foram eleitos. Na última janela partidária, que se encerrou em abril deste ano, a sigla já tinha crescido de dois para oito deputados, sendo um deles o próprio Bolsonaro. O filho dele Eduardo Bolsonaro foi o deputado mais votado do Brasil, com 1,84 milhão de votos.
Partido do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o DEM teve um aumento com relação às últimas eleições, mas começará o ano com menos representantes do que tem hoje. Com 21 deputados eleitos em 2014, o partido ganhou quadros nos últimos anos após o impeachment de Dilma Rousseff e recebeu novas filiações no início deste ano, chegando a 43 deputados. Nas eleições de ontem (8), 29 parlamentares foram eleitos pela sigla.
Essa também é a média numérica de partidos que antes eram consideradas grandes bancadas, como o PSDB e o MDB, do presidente da República, Michel Temer. As siglas ficaram com praticamente a metade do tamanho que tinham nas últimas eleições. Enquanto o PSDB tinha 54 deputados e vai manter 29 parlamentares na Câmara a partir do ano que vem, os emedebistas viram a sua bancada encolher cerca de 48%, de 65 para 34 parlamentares.
Conhecida pela oposição firme e radical em propostas do governo, a bancada do PSOL dobrou o número de representados eleitos. Em 2014, eram cinco. Após as trocas partidárias, o partido terá até o início do ano que vem seis deputados. Já a nova legislatura contará com 10 parlamentares.
Outras siglas mais à esquerda também vão ocupar mais cadeiras. É o caso do PDT, do presidenciável Ciro Gomes, que ficou em terceiro lugar na disputa. Antes, eram 20 deputados. Já o novo pleito elegeu 28 nomes do partido. Já o PSB e o PCdoB apresentaram baixas, ficando com 32 e nove parlamentares a partir do ano que vem, respectivamente.
Legendas de outros candidatos à Presidência também se saíram bem nas eleições deste ano. O recém-criado Novo, do candidato João Amoêdo, terá direito a oito cadeiras. Já o Podemos, antigo PTN que lançou o senador Álvaro Dias ao Palácio do Planalto, terá 11 deputados, sete a mais do que em 2014.
A mudança de nomes com o objetivo de pregar renovação na política também foi importante para partidos pequenos. O Avante, antes denominado PTdoB, subiu de dois para sete representados. Já o antigo PEN, que mudou o nome para Patriota, terá cinco deputados, três a mais do que há quatro anos.

Eleitor que não votou tem 60 dias para justificar ausência

Agência Brasil