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Haddad: Seguimos de cabeça erguida para conversar com o povo

O candidato à presidência da República Fernando Haddad (PT) afirmou que seguirá em uma profissão de fé em defesa dos direitos de todos os brasileiros. Ele reafirmou o compromisso com o Brasil, reiterou o respeito às instituições e falou da necessidade de caminhar por todo o país. “Vamos continuar a caminhada conversando com as bases, conversando com os pobres. Retecer um programa de nação que há de sensibilizar mentes e corações”.


Ricardo Stuckert


A chapa Haddad e Manuela recebeu mais de 45 milhões de votos nas eleições deste domingo (28) em que foi eleito Jair Bolsonaro (PSL) para a presidência do Brasil. “Vamos defender a democracia, respeitando as instituições mas sem deixar de colocar o nosso ponto de vista”, enfatizou Haddad.

Na reta final da campanha Haddad diminuiu a distância para o adversário pela adesão de uma militância voluntária à campanha da chapa. Ele agradeceu e disse que reconhece a cidadania de “cada brasileiro e brasileira “ e “não vai deixar esse país para trás”. “Nunca precisamos tanto do exercício da cidadania como agora. O que está em jogo são direitos civis, políticos, trabalhistas e sociais”, afirmou.   

Haddad relembrou que o Brasil vive um período em que as instituições estão sendo colocadas à prova.  "A começar em 2016 com o afastamento da presidenta Dilma e a prisão inusta de Lula que teve a candidatura cassada desrespeitando decisao da ONU. Seguimos de cabeça erguda com detrminaçao e com coragem para levar mensagem aos rincões do pais".

”Em nome da democracia é preciso defender o pensamento, a liberdade desse 40 milhões de brasileiros que nos acompanharam até aqui. Fazer oposição colocando os interesses nacionais, o interesse do povo acima de tudo e ter compromisso com a prosperidade do país”, disse Haddad.

O candidato deixou um recado às pessoas que encontrou nos atos pelo país e que traziam nos olhos expressões de medo, angústia e choro.”Não tenham medo. Nós estaremos aqui. Nós não deixaremos a causa de vocês. Não vamos aceitar ameaça, não vamos aceitar provocações. Lembrando o hino nacional verás que um professor não foge à luta”.  

Confira o discurso de Haddad na íntegra:
 Boa noite a todos vocês. Estela, Manuela, Lucca, meus filhos, minha mãe, minhas irmãs, todos os companheiros de todos os partidos presentes. Queria saudar em especial Guilherme Boulos, que foi candidato a presidente, companheiros do PSB, Psol, presidenta Dilma, senador Suplicy, nossos deputados e senadores.

Em primeiro lugar, gostaria, por minha formação, de agradecer aos meus antepassados. Aprendi com meus antepassados o valor da coragem para defender a justiça a qualquer preço. Aprendi com minha mãe, meu pai, aprendi com a memória dos meus avós que a coragem é um valor muito grande quando se vive em sociedade, porque todos os valores dependem dela.

Queria agradecer a todos os partidos que estiveram conosco, a sua militância aguerrida. Primeiro porque nos levou ao segundo turno, depois, porque nos levou a ter 45 milhões de votos hoje. É uma parte expressiva do povo brasileiro, que precisa ser respeitada neste momento. Que diverge da maioria, tem um outro projeto de Brasil e que merece respeito no dia de hoje. Sei que entre os 45 milhões de eleitores que nos acompanharam até aqui, muita gente não é de partido político, não é de associação. Sobretudo na última semana o que vimos foi a festa da democracia nas ruas do Brasil. Gente que saiu na rua com colegas, esposa, marido, filhos, que passou a panfletar no país inteiro, que colocou um banco numa praça, colocou cartaz no pescoço e passou a dialogar e reverter o quadro que se anunciava na primeira semana do segundo turno. E houve uma reversão importante, em função da conscientização sobre o que estava em jogo. E era muita coisa que estava em jogo.

Vivemos um período já longo em que as instituições são colocadas a prova a todo instante. A começar de 2016 com o afastamento de Dilma, depois com a prisão injusta do presidente Lula, a cassação do registro de sua candidatura, desrespeitando uma determinação da Nações Unidas, mas seguimos de cabeça erguida, com determinação, com coragem, para levar nossa mensagem aos rincões do país: ao campo e à cidade, às periferias e aos centros, aos estudantes e aos idosos, aos LGBTs, aos homens,