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Paulista fortalece política de segurança das pessoas com expansão do sistema de videomonitoramento

Desde que foram instaladas em pontos estratégicos da cidade, as 16 câmeras de videomonitoramento da Prefeitura do Paulista estão ajudando o município a garantir mais segurança às pessoas. Os equipamentos transmitem imagens em tempo real para uma central que conta com Guardas Municipais, Agentes de Trânsito e Policiais Militares, garantindo que o atendimento às ocorrências seja realizado de forma mais ágil e segura. O êxito desse trabalho fez com que a gestão municipal decidisse ampliar o sistema com mais 50 câmeras, que vão ficar espalhadas por diversos bairros, fortalecendo a política de segurança pública no município.
Nesta sexta-feira (26.10), os secretários municipais de Segurança Cidadã e Defesa Civil, Manoel Alencar, e o de Mobilidade e Administração das Regionais, José Rodrigues, firmaram contrato com a empresa que vai ficar responsável pela instalação das novas câmeras. A expectativa é de que o processo de implantação dos equipamentos tenha início na primeira quinzena de novembro e seja finalizado até o final deste ano. A expansão do serviço é fruto de uma parceria entre a gestão municipal, o Detran e o DER. Para garantir o pleno funcionamento do serviço, a prefeitura vai investir, em média, R$ 140 mil por mês.


A localização das novas câmeras já foi definida seguindo como critério a questão da segurança das pessoas nas ruas e também no trânsito. “Com essa expansão, a gestão do prefeito Junior Matuto consegue levar as câmeras para praticamente todos os bairros da cidade, inclusive, ampliando onde já tem. Essa é uma ação que não vai só aumentar a sensação segurança, mas trazer de fato segurança às pessoas”, comentou o secretário Manuel Alencar. Ele também reforçou que a ampliação do sistema de câmeras vai coibir crimes, como assaltos e arrombamentos. Desde a implantação do videomonitoramento, a área comercial e bancária do município – onde estão instaladas câmeras - não sofreu assaltos ou arrombamentos.
O secretário de Mobilidade e Administração das Regionais, José Rodrigues, ressaltou que o município também deve aproveitar os novos equipamentos na segurança viária. “Percebemos que as câmeras que usamos para monitorar o trânsito garantem mobilidade e agilidade no atendimento as ocorrências de acidentes, por exemplo. Temos alguns gargalos em alguns bairros que serão contemplados nessa ampliação do serviço, o que vai nos ajudar a construir um trânsito cada vez mais seguro”, disse.

Marco Zero.org: Entrevista | Luciana Santos (PCdoB): “A elite econômica nunca teve um projeto de nação e sempre foi entreguista”

Marco zero.org
Foto: Marco Zero.org
Luciana Santos, 52 anos, começou a militância no movimento estudantil. Já foi prefeita de Olinda, deputada estadual duas vezes e atualmente, é deputada federal. É a primeira mulher a presidir um partido comunista no Brasil, o PCdoB, com quase 100 anos de fundação. Caso Paulo Câmara (PSB) seja reeleito, será a primeira vice-governadora de Pernambuco.
Luciana vê como estratégica a formação de chapa com um partido que apoiou o impeachment da presidenta Dilma, em prol da necessidade de formação de uma “frente amplíssima”. Ainda não traçou os projetos como vice, mas, pela sua história política, diz não ter qualquer receio de ser renegada a um papel decorativo.

Primeira brasileira a presidir um partido comunista

No PCdoB, ao longo dos anos, temos conseguido formular teoricamente bem sobre a luta da emancipação feminina e o papel público das mulheres e incorporado o debate ao conjunto da militância. Isso se revela objetivamente na força que as mulheres têm no PCdoB. Proporcionalmente, somos o partido com a maior bancada feminina no Congresso, cinco mulheres de 11 no total. Mulheres de tradição de luta e de gerações diferentes: Jô Moraes, Jandira Feghali, Manuela D’ávila.
Além de termos atuação no parlamento, a presença feminina no PCdoB é inconteste. Isso revela que o critério da verdade é a prática. As instituições são feitas de gente, claro que não posso dizer que não tem machismo, até nas mulheres têm. Mas nosso partido se revela ser de um grau acima da média da percepção do papel protagonista e decisivo das mulheres na política.

O papel de vice

Não tenho nenhum tipo de receio de ter um papel decorativo, não tem como ter. A própria construção política que me levou à posição de vice é fruto de um histórico de acúmulo. Já fui prefeita de Olinda, deputada estadual, sou deputada federal e presidente nacional do PCdoB. A construção política dessa chapa vem da necessidade dessa composição em Pernambuco. É uma situação atual de mais afirmação de um campo, de um projeto político. Todo esse processo teve uma contribuição muito grande minha, para que a gente pudesse fazer a reconstrução da Frente Popular de Pernambuco.

Projetos

Sobre as ideias e a perspectiva do meu papel no governo, ainda estou reflexiva, até porque isso é uma construção com o próprio governador e o governo de uma maneira geral. Mas eu posso ensaiar algumas ideias. Fui secretária de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente do governador Eduardo, sou da Comissão de Ciência e Tecnologia desde os tempos de deputada estadual. Por ter sido prefeita de Olinda, acumulei experiência na área de política cultural.
Ainda não construí com o governador, mas penso mais ou menos por aí, dar uma contribuição mais na questão do futuro. Se a gente ganha as eleições, teremos vice-governadora, vice-presidente da República e presidente nacional do partido. Teremos interlocução e força política junto ao governo federal para algumas intervenções estruturantes que estão paralisadas por conta de uma postura de perseguição política.

Mulheres

Sem dúvida essa é uma das minhas prioridades, por questões óbvias. O grande desafio de uma política assertiva de gênero é conseguir que ela, de fato, seja uma política transversal. A saúde, o conteúdo das escolas e mesmo as intervenções urbanísticas têm que dialogar com isso. Vou ajudar na composição para que tenhamos uma presença mais feminina no âmbito das decisões estratégicas do governo.
Como deputada federal eu acompanhava as intervenções estruturantes de