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Servidores podem sacar salário esta quinta-feira

Servidores podem sacar salário esta quinta-feira (06).

Participe do Réveillon dos DN, em Maranguape II


A nossa querida Andréa Matuta apoia o Réveilon dos DN, assim como o Blog Paulista Atualizado. Este ano o DN promete muito... Confira as bandas: Vitinho P; Lipinho D.; Danilo B; Reino MC Abalo; Selo e Alata; Clebinho; MC Daninho; e Vaqueirinhos. 

Será no sábado, 29 de dezembro, na rua 89, antigo Mercadinho IBS, Maranguape II.

Em Paulista, renovação de matrículas segue até 15 de dezembro

Segue até o dia 15 de dezembro as renovações de matrículas dos alunos veteranos nas 62 unidades de ensino do Paulista. Os pais e responsáveis devem procurar a unidade de ensino de origem e efetuar o ato.
Já para os estudantes novatos, as matrículas começam no dia 07 de janeiro de 2019. Para realizar a matrícula, é necessário que os pais ou responsáveis dos estudantes menores de 18 anos procurem a unidade de ensino onde o aluno pretende estudar.

É necessário ter em mãos: cópia da Certidão de Nascimento ou do RG; Cartão do SUS; Comprovante de Residência; Duas fotos 3X4 recentes e documento de transferência da escola de origem (sem rasuras ou emendas). Os beneficiários do Programa Bolsa Família também deverão apresentar a cópia do cartão do NIS.
Com o fim do ano letivo no dia 27 de dezembro, o atendimento nas escolas é reduzido sendo feito das 8h ás 14h, o turno da noite não funciona. Atualmente é das 8h às 17h, naquelas que funcionam em dois horários, e das 8h às 20h, nas unidades que atendem nos três turnos.
Hoje, mais de 18 mil alunos fazem parte da rede pública de ensino da cidade. As aulas têm início no mês de fevereiro do próximo ano, com o reforço de 250 novos professores concursados. O que totaliza 450 novos profissionais na rede de ensino, muito acima do previsto no edital.

SUGESTÃO: Pesquisa inédita do Ipea revela que 56 mil jovens no Recife nem trabalham nem estudam



  
O estudo "Millennials na América e no Caribe: trabalhar ou estudar?" apresenta uma radiografia da juventude da região a partir de dados de 15 mil jovens de 15 e 24 anos, moradores de áreas urbanas de nove países: Brasil, Chile, Colômbia, El Salvador, Haiti, México, Paraguai, Peru e Uruguai. A pesquisa revela que em média 21% dos jovens, o equivalente a 20 milhões de pessoas, não estudam nem trabalham. Enquanto isso, 41% se dedicam exclusivamente ao estudo e/ ou capacitação, 21% só trabalham, e 17% trabalham e estudam ao mesmo tempo. No Brasil, o estudo foi feito com 1.488 jovens do Recife e aponta que os indicadores educacionais do público jovem cresceram: 71% na faixa de 15 a 17 anos apenas estudam. Com isso, a taxa de alfabetismo é de apenas 1% entre jovens de 15 a 24 anos com ensino fundamental e consequentemente 53% na faixa dos 19 anos tem ensino médio, conforme dados de 2015.

Entre aqueles que só trabalham temos 25% entre os 23 e os 24 anos. Por outro lado, a tendência dos jovens que não estudam ou trabalham chegam a 10% em sua maioria entre a faixa dos 15 aos 17 anos. "Temos no Brasil 56 mil jovens que não estudam e não trabalham, mas são jovens que aspiram ter emprego e estudar. Eles querem alcançar o nível superior e acreditam ser possível alcançar o nível superior, além de terem confiança na possibilidade de alcançar o mercado de trabalho atuando na profissão que desejam. Esta nova geração é bastante otimista com relação a suas metas", destaca a pesquisadora do Ipea, Joana Costa, uma das responsáveis pela condução do trabalho no Brasil.

Realizado pelo Ipea em parceria com a Fundación Espacio Público do Chile, o Centro de Pesquisa para o Desenvolvimento Internacional (IRDC) do Canadá, e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o trabalho mostra que, apesar das habilidades cognitivas, técnicas e socioemocionais dessa geração, as possibilidades educacionais e as oportunidades do mercado de trabalho limitam o seu desenvolvimento e sua posição na sociedade. Em todos os países pesquisados, há um contingente expressivo de jovens que não trabalham nem estudam, em sua maioria de famílias com menos recursos. As taxas são maiores no México (25%), em El Salvador (24%), no Brasil (23%) e no Haiti (19%), por razões como crise econômica, falta de políticas públicas, problemas de saúde ou de ordem médica, obrigações familiares com parentes e filhos, entre outros. O estudo revela assim que o Brasil tem um dos maiores percentuais de jovens que não trabalham e não estudam.

As diferenças entre homens e mulheres jovens são evidentes no levantamento. Entre aqueles que não trabalham e não estudam, o número de mulheres chega a ser o dobro de homens. Esse fenômeno quase triplica em países como El Salvador e Brasil, no qual Recife, capital pernambucana, foi escolhida como cidade referência para a coleta de dados. Temos uma média de 26,3% entre o público feminino contra 17,5% entre o masculino. E uma das curiosidades apontadas no levantamento é o índice elevados de nascimentos em mulheres jovens de 15 a 19 anos (68,4/1000), que é o quarto lugar da América do Sul, à frente apenas da Bolivia, Equador  e Venezuela.

A pesquisa indica, ainda, que 70% dos jovens que trabalham são empregados em atividades informais. Entre aqueles que estão dentro do mercado formal há uma alta rotatividade de mão de obra. No Brasil, a rotação excessiva no mercado de trabalho é outro fator que compromete a trajetória de futuro da produtividade e de remuneração dos jovens. Nesse estudo internacional, realizado entre março e maio deste ano, em nove países, esse público costuma se desligar do trabalho após um ano, e com isso cresce o índice de desemprego: cerca de 16% entre aqueles que tem 23 e 24 anos; quase 24% entre a faixa de 18 a 22 anos; e aproximadamente 32% entre jovens com idade entre 15 e 17 anos.  A baixa permanência no emprego e a informalidade são mais comuns que o desemprego de longa duração.

No mercado formal brasileiro, o investimento em treinamentos e no incentivo do capital humano está reduzindo, e com isso que o público jovem é o mais afetado em virtude de escolaridade e de formação.  A qualificação ainda é um entrave para sua inserção no mercado de trabalho, segundo o levantamento, embora os indicadores educacionais estejam melhorando. O desemprego é elevado e alcança a média de 32,4% entre aqueles com 15 a 17 anos, 23,68% para aqueles com 18 a 22 anos, 15,51% para os de 23 e 24 anos, e 9,96 para aqueles entre 24 e 60. Desta forma, são também altas as taxas de informalidade e desemprego, chegando a 37% entre os jovens de 23 a 24 anos, 43% de 18 a 22 anos e 79% na faixa de 15 a 17 anos. Em relação ao público adulto, a informalidade é um pouco menor, ainda que crescente: cerca de 35% entre aqueles que estão com idade entre 25 e 60 anos.

Apesar da pesquisa observar que 40% dos entrevistados não são capazes de executar cálculos matemáticos muito simples e úteis para o seu dia a dia, há também resultados animadores: os jovens analisados, com exceção dos haitianos, têm muita facilidade de lidar com dispositivos tecnológicos, como também possuem altas habilidades socioemocionais. Os jovens da região apresentam altos níveis de autoestima e de autoeficácia (capacidade de se organizar para atingir seus próprios objetivos). Contudo, no Brasil, a proporção de alunos com baixo desempenho em matemática chega a 70,3% e é superior a todos os outros países da América Latina e do Brasil.